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[traduzido por Nelson Ascher]
do não do engodo advém
a verdade de um sim
(só ela mesma e quem
é sem jamais ter fim)
e assim todo demente
(como eu no inverno) aceita
que assunto algum da mente
vale uma violeta
“out of the lie of no . . .”
out of the lie of no
rises a truth of yes
(only herself and who
illimitably is)
making fools understand
(like wintry me) that not
all matterings of mind
equal one violet
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Poesia
Alheia: 124 poemas traduzidos, edição bilíngue [poetas diversos], Coleção Lazuli,
Tradução, Prefácio e Notas biográficas por Nelson Ascher, e Apresentação [orelhas
do livro] por Arthur Nestrovski, 1998, Imago Editora, Rio de Janeiro — RJ; e. e.
cummings (1894 — 1962), ou Edward Estlin Cummings, estadunidense de Cambridge, Massachusetts,
estudou na Harvard University, graduou-se em Artes e recebeu o título de
Mestre, especializou-se em literatura greco-latina na Cambridge Latin High School,
foi poeta de vanguarda, pintor, ensaísta e dramaturgo; escrevia poemas
“diariamente” desde os oito anos; em 1917, ainda estudante, teve seus primeiros
poemas publicados na coletânea Eight Harvard
Poets; após formar-se trabalhou para um livreiro; andejou pela Europa e África,
inscreveu-se como voluntário na primeira guerra mundial; em 1923, veio à luz sua
coletânea poética de estreia: Tulips
and Chimneys; trabalhou como ensaísta e retratista para a revista Vanity
Fair, suas obras: The Enormous Room (1922), Tulips and Chimneys (1923), &, XLI
Poems (ambos em 1925), is 5 (1926), Him (teatro, 1928), W (ViVa, 1931), CIOPW (“charcoal,
ink, oil, pencil, watercolor”, desenhos e pinturas, 1931), No Thanks (1935), Collected
Poems (1938), 1 x 1 (1944), Santa Claus: A Morality (teatro, 1946), XAIPE: Seventy-One
Poems (1950), 95 Poems (1948), 73 Poems (phosthumous, 1963) etc.; cummings também
escreveu livros para o mundo infantil; recebeu premiações por sua obra.




