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[traduzido por Antonio Medina Rodrigues]
Dos deuses, ó frios fariseus,
não me faleis:
Pois de razão viveis, e em Hélios não acreditais,
E nem mesmo no Tonante, e nem no deus do mar!
Jaz a terra morta, e quem deve agradecer?
Paciência, deuses, que o
cantar ainda laureais,
Mesmo em fuga esteja a alma aos nomes vossos!
E quando falte um verbo de grandeza,
Que em ti se pense então, Mãe Natureza.

Die
scheinheiligen Dichter
Ihr
kalten Heuchler, sprecht von den Göttern nicht!
Ihr habt Verstand! ihr glaubt
nicht an Helios,
Noch an den Donnerer und
Meergott;
Tot ist die Erde, wer mag ihr danken? —
Getrost
ihr Götter! zieret ihr doch das Lied,
Wenn schon aus euren Namen die
Seele schwand,
Und ist ein großes Wort
vonnöten,
Mutter Natur! so gedenkt man
deiner.
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Canto do Destino e outros cantos — Hölderlin, Organização, Tradução e Ensaio de Antonio Medina Rodrigues,
1994, Editora Iluminuras, São Paulo — SP; Johann Christian Friedrich Hölderlin (1770 — 1843), alemão de Lauffen, região da Suábia,
foi poeta, romancista, dramaturgo, tradutor e filósofo; estudou teologia no
convento de Tübingen, recebeu formação humanística, conviveu com Hegel e
Schelling, tendo colaborado com estes na formação inicial da corrente
filosófica conhecida como Idealismo alemão; frequentou a Universidade de Iena;
na sua trajetória intelectual, também conviveu e estabeleceu relações com
Schiller, Fichte e Goethe; o poeta teve quatro de suas poesias publicadas pela
primeira vez no Almanaque das Musas para o ano de 1792 (Musenalmanach für das
Jahr 1792), depois vieram outras publicações no Florilégio Poético para o Ano
de 1793 (Poetische Blumenlese für das Jahr 1793), na edição de inverno da
revista Nova Thalia (Neue Thalia); Almanaque das Musas de 1807 (Musenalmanach
1807)...; traduziu Sófocles e os fragmentos de Píndaro; bibliografia: A Morte
de Empédocles (fragmentos, drama, 1797—1800), Hiperion ou O Eremita na Grécia (1797—1799), Tragédias de Sófocles (1804), Poemas
de Friedrich Hölderlin (editados por Ludwig Uhland e Gustav Schwab, 1826),
Gedichte vor 1800 (Poemas anteriores a 1800, volume 1, 1944), Gedichte nach
1800 (Poemas após 1800, volume 2, 1961)...; relata a sua biografia que, a
partir de 1807 e pelo resto de sua vida, o poeta viveu confinado em uma torre,
sendo cuidado pela família e auxiliares, após ter recebido o diagnóstico médico
de loucura ou insanidade irreversível; Hölderlin, mesmo após esta data,
continuou escrevendo e produziu textos em seus momentos de lucidez.









