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Vinde irmãos
macumbeiros
Espíritas,
Católicos, Ateus.
Vinde todos os
brasileiros.
Para a grande reunião.
Para a grande reunião.
Para combater a
fome
Que mata a nossa
nação.
Vinde Maria Pulcheria.
João de Deus.
José Maria
Anicacio, Zé
Pretinho
Para a grande
reunião
Para combater a
malária
Que mata a nossa
nação
Vinde trapeiro,
pedreiro,
Lavrador,
arrumadeira.
Caixeiro,
funcionário.
Combater a
tuberculose
Que mata a nossa nação.
Que mata a nossa nação.
Vinde irmãos
sambistas.
Da favela, da
Mangueira.
Do Salgueiro, Estácio
de Sá.
Para a grande
reunião.
Combater o
analfabetismo
Que mata a
nossa nação.
Vinde poetas,
pintores,
Engenheiros,
escritores,
Negociantes e
médicos.
Para a grande
reunião.
Combater o fascismo
Que mata a nossa
nação.

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Poemas Antológicos de Solano Trindade, Seleção e Introdução
de Zenir Campos Reis, 2ª. edição, 2011, Editora Nova
Alexandria, São Paulo — SP; Francisco Solano
Trindade (1908 — 1974), pernambucano de Recife, foi ativista,
poeta, pintor, folclorista e teatrólogo; viveu no Recife, no Rio de Janeiro, no
Embu das Artes (SP); militante das causas do povo negro, ajudou na realização e
participou do I Congresso Afro-Brasileiro (Recife, 1934), atuou também no II
Congresso (Salvador, 1936); escreveu e publicou Poemas Negros (1936), Poemas
de uma Vida Simples (1944), Seis Tempos de Poesia (1960) e Cantares
ao meu Povo (1962).