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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Juó Bananére: O Varredore da Rua

(Gançó - c'oa musica dus Gondoléro du Amore)


TEUS oglio só pretto, pretto,
Uguali da pomarolla;
Só maise negro i oscuro,
Chi o fundo da gaçarolla.

Pindurada na gianella,
Imbaxo da luiz da lua,
Teus zoglios vê allegrá
O varredore da rua.

Tua voiz é una ganzone,
Ma proprio napuletana,
Chi faiz a genti vibrá
Uguali c'oa barbatana.

I come bebi a pinguigna,
O pirú i a pirúa,
Bebi os teus gantos aóra
O varredore da rua.

Tua risada quirida,
E' o toque d'un violó
Chi vê battê dirittigno,
Ingoppa u meu goraçó.

Quano a notte stá safada,
I non tê gaiz i né lua,
Tê a luiz do teu sorrizo
O varredore da rua.

Teu amore é una strella,
I é una lamparina,
Che mais migliore d'un sole,
Migna vita inlumina.

Tu é o meu begiaflôre,
- Un passarigno chi avua -
O amor, a namurada,
Do varredore da rua.
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La Divina Increnca, publicado em 1915 - Livro di Prupaganda da Literatura Nazionale. Juó Bananére, pseudônimo de Alexandre Marcondes Machado (1892 -1933). Candidato á Gademia Baolista de Letras - Arma Virunque Cano! Ferri - E di sai du governimo acarregado nus braço du povo! Hermeze - A bandiera du P. R. C. á di sê pindurada na porta du Palazzo né chi sejia tutto furada di bala i lameada di sangue! Capitó - Edição fac-similar, 2001 - reimpressão, 2007 - Editora 34, São Paulo - SP.