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O pincel
pegava, ao coração descia,
De paleta
em punhos, e aprimorava telas
Cheias de
verdade, cheias de poesia,
Onde a
luz mostrava gradações tão belas!
E aos
assuntos pátrios reportando a mente,
Como
Carlos Gomes ou como Alencar,
O Brasil
pintava deslumbrantemente,
Fazendo-nos
mais a nossa Pátria amar...
* Nota do blogue Verso e Conversa: O atrevido aprendiz de blogueiro desta página anota que Perpétua do Valle é pseudônimo de Presciliana Duarte de Almeida.
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A Mensageira
— Revista Literária dedicada à mulher brasileira (1897 a 1900), Diretora: Presciliana
Duarte de Almeida, Edição fac-similar, Volume II, Apresentação de Bete Mendes e
comentários de Zuleika Alambert, 1987, Imprensa Oficial do Estado S/A — IMESP, São
Paulo — SP; Presciliana Duarte de Almeida (1867 — 1944), mineira de Pouso Alegre,
foi jornalista, professora, escritora, poetisa, co-fundadora (juntamente com o filólogo
Sílvio Tibiriçá de Almeida, seu marido e também poeta) e diretora da revista A Mensageira,
publicação esta que promoveu intercâmbio cultural entre Brasil, Portugal, França,
Argentina e outros países; Presciliana atuou no meio cultural paulista no fim do
século XIX e início do XX; ainda em sua juventude, na Pouso Alegre natal, foi co-autora
de Colibri, revista literária manuscrita com produções da época, cuja tiragem era
de apenas 12 exemplares, mas que durou quatro longos anos, sendo distribuída mensalmente
nos meios literários e, em corrente fraterna, passou por diversas mãos e chegou
a vários pontos do país; já casada e em São Paulo, passou a colaborar com os
periódicos Almanaque Brasileiro Garnier, A Estação, Rua do Ouvidor, A Semana,
Diário Popular... e, depois, empenhada no movimento pedagógico renovador que se
iniciava no país, colaborou na revista Educação (fundada em 1902, na qual figuravam
os mais destacados intelectuais da época) e Alvorada; a poeta, mulher do século
XX e figura feminina de destaque do movimento cultural literário e educacional
paulista, influenciou diretamente toda a história da literatura infantil antes
de Monteiro Lobato; escreveu e publicou Rumorejos (poesias, em parceria com Maria
Clara da Cunha Santos, 1890), Sombras (1906), Páginas Infantis (1908), O Livro das
Aves: crestomatia em prosa e verso (1914), adotado em várias escolas paulistas,
Vetiver (poesias de vários tempos, 1938) e, em edição póstuma, Antologia Poética
(reunião de poemas, 1976); foi membro-fundadora e primeira ocupante feminina de
cadeira da Academia Paulista de Letras; Presciliana Duarte também assinou
resenhas e poemas com o pseudônimo Perpétua do Valle.