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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Perpétua do Valle*: Almeida Junior


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O pincel pegava, ao coração descia,
De paleta em punhos, e aprimorava telas
Cheias de verdade, cheias de poesia,
Onde a luz mostrava gradações tão belas!

E aos assuntos pátrios reportando a mente,
Como Carlos Gomes ou como Alencar,
O Brasil pintava deslumbrantemente,
Fazendo-nos mais a nossa Pátria amar...


* Nota do blogue Verso e Conversa: O atrevido aprendiz de blogueiro desta página anota que Perpétua do Valle é pseudônimo de Presciliana Duarte de Almeida.
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A Mensageira — Revista Literária dedicada à mulher brasileira (1897 a 1900), Diretora: Presciliana Duarte de Almeida, Edição fac-similar, Volume II, Apresentação de Bete Mendes e comentários de Zuleika Alambert, 1987, Imprensa Oficial do Estado S/A — IMESP, São Paulo — SP; Presciliana Duarte de Almeida (1867 1944), mineira de Pouso Alegre, foi jornalista, professora, escritora, poetisa, co-fundadora (juntamente com o filólogo Sílvio Tibiriçá de Almeida, seu marido e também poeta) e diretora da revista A Mensageira, publicação esta que promoveu intercâmbio cultural entre Brasil, Portugal, França, Argentina e outros países; Presciliana atuou no meio cultural paulista no fim do século XIX e início do XX; ainda em sua juventude, na Pouso Alegre natal, foi co-autora de Colibri, revista literária manuscrita com produções da época, cuja tiragem era de apenas 12 exemplares, mas que durou quatro longos anos, sendo distribuída mensalmente nos meios literários e, em corrente fraterna, passou por diversas mãos e chegou a vários pontos do país; já casada e em São Paulo, passou a colaborar com os periódicos Almanaque Brasileiro Garnier, A Estação, Rua do Ouvidor, A Semana, Diário Popular... e, depois, empenhada no movimento pedagógico renovador que se iniciava no país, colaborou na revista Educação (fundada em 1902, na qual figuravam os mais destacados intelectuais da época) e Alvorada; a poeta, mulher do século XX e figura feminina de destaque do movimento cultural literário e educacional paulista, influenciou diretamente toda a história da literatura infantil antes de Monteiro Lobato; escreveu e publicou Rumorejos (poesias, em parceria com Maria Clara da Cunha Santos, 1890), Sombras (1906), Páginas Infantis (1908), O Livro das Aves: crestomatia em prosa e verso (1914), adotado em várias escolas paulistas, Vetiver (poesias de vários tempos, 1938) e, em edição póstuma, Antologia Poética (reunião de poemas, 1976); foi membro-fundadora e primeira ocupante feminina de cadeira da Academia Paulista de Letras; Presciliana Duarte também assinou resenhas e poemas com o pseudônimo Perpétua do Valle.