O funcionalismo do BB jamais arrefece em sua pujança. Através da história, muitas e cada vez mais associações brotaram, e ainda brotam, visando sempre atender às mais variadas demandas da corporação esparramada por esse Banco do Brasil afora.
Quem não conhece as AABBs, os Satéis, o Satélite, as COOPEs? E a UNAMIBB, a ANABB, a AFABB, a APABB, a AMUBB, a APUBB, ...? E a PREVI, a CASSI?
Cada uma delas com uma função específica e objetivos clarificados em seus estatutos, aprovados por seus associados! As demandas são muitas e, infelizmente, nem todas são abordadas ou atendidas pelas associações existentes.
Por isso, um dos nossos espiões em Brasília informa que, por obra e graça de um grupo de pacatos funcionários da Casa, está nascendo mais uma entidade com o objetivo precípuo de apoiar a direção do BB, ou seja, apoiar o Governo na construção do Banco do Brasil do futuro. Tudo sem saudosismos nem paixões de qualquer espécie.
Trata-se da ANAMEMBB — Associação Nacional dos Funcionários que dizem Amém ao Banco do Brasil.
Seu lema é não polemizar sobre temas apaixonantes como política, futebol, religião, nem mulher. E muito menos polemizará sobre o biotipo masculino preferido das mulheres. Administração Financeira e Políticas para um Banco Público então, nem pensar!
A ANAMEMBB deve apoiar qualquer decisão da Direção da Empresa (e, conseqüentemente, do Governo!), não interessando qual seja o rumo tomado pelo Banco ou pelo Governo.
Seu estatuto já foi registrado em cartório, entrando imediatamente em vigor. A reforma estatutária se dará automaticamente a cada quatro anos, para coincidir com a posse do novo mandatário da Nação ou do BB, ou então, a qualquer tempo, quando houver troca do Presidente da Nação ou da Corporação, em razão de renúncia, óbito, impeachment ou qualquer outro motivo incontornável.
O objetivo, evidente, é não constranger os mandatários da Nação nem a Direção da Casa, deixando-os à vontade para implementarem suas Políticas Públicas. Assim, o estatuto estará sempre em conformidade com as diretrizes emanadas pelo Poder Central.
O nosso informante relata ainda que o estatuto deixa claro o seguinte: não haverá convocação de assembléia para renovação do mesmo, cabendo aos associados dizerem amém às decisões da diretoria empossada que, por sua vez, jamais poderá deixar de dizer amém às decisões da Direção da Empresa, que, com certeza, sempre dirá amém às decisões do Governo vigente e acionista majoritário da Corporação.
O descumprimento das normas estatutárias, necessárias e fundamentais à derrota definitiva do processo inflacionário e à tão sonhada arrancada do País rumo ao Primeiro Mundo, implica na eliminação sumária do infrator ou infratores do quadro de sócios da ANAMEMBB.
Nota: O jornaleco NA MOITA não comunga com as posições da ANAMEMBB. A publicação deste artigo deve-se a razões de cunho jornalístico.
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FRASES:
- Nem toda Associação que seduz é Associação-ouro. P.da Silva.
- Fique sócio! Venda as Férias! Venda a Licença-Prêmio! Venda os Abonos-Assiduidades! Venda as Folgas! (Venda a mãe!) Tudo sem a tributação do Imposto de Renda! Propaganda não tão subliminar da Anabb.
- E o que é que eu faço com a venda nos olhos? Satélio.
- Estamos vendidas e mal pagas. Ana Rosa.
- A indiferença é uma paralisia do coração. Sto. Agostinho.
- Não proliferariam vendedores de gato por lebre se não existissem potenciais compradores no mercado. Abravanel da Silva.
- A mais redonda mentira, se alardeada seguidas vezes, assume ares de inquestionável verdade. Goebbels da Silva.
- Feliz a pessoa que percorre os mais diversos ambientes sem perder a si mesma. Júlio Moran.
- O voto é a arma do cidadão mas, se o voto é secreto, tanto melhor. O voto será, neste caso, uma arma secreta. Barão de Itararé.
P.da Silva, Satélio, Ana Rosa, Abravanel da Silva, Goebbels da Silva e Genésio dos Santos são uma só pessoa e, réus confessos, assumem a co-autoria do devezenquandário Na Moita, distribuído nas seções e departamentos da ex-Agência Centro do BB em São Paulo no período de 1991 a 1997 do século passado; um outro co-autor assumido responde pelos nomes de Degas, P.Cunha e Jorge Nagao, que também são uma outra só pessoa.
