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A Tentação me trouxe até o
Viaduto.
E aqui estou, afinal, desiludido,
Alma exânime, o coração vencido,
Sob o império de um pensamento
abrupto.
Seduz-me estranha voz ao meu
ouvido:
— “Vamos, salte! Decida o seu
minuto!
Amor? Ora, isso um caso já
perdido.
Ela não chorará, nem porá luto.”
Eis que surges, Amada! E me
enobrece
Teu pulcro olhar, como se me
dissesse:
— “Que fazes, poeta? Que é que
estás pensando?”
Quanto é o amor mais forte que
Satã!
E a Tentação se afasta,
disfarçando:
— “Bem. Eu vou indo, sabe? Até
amanhã!”

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232 Poetas Paulistas — Antologia,
por Pedro de Alcântara Worms, 1968, Editora Conquista, Rio de Janeiro — RJ; João Batista Prata ou J. Prata (1904 — 1955), paulista de Capivari, autodidata, foi
jornalista e poeta; desde jovem atuou na imprensa capivariana — A Gazeta
de Capivari, A Cidade, O Município, Capivari Jornal, Correio Paroquial (hoje Correio de Capivari), tendo sido redator, diretor e até mesmo fundador, no caso deste último; redigiu também para o Correio da Semana e Correio da Noroeste (Bauru), Correio da Sorocabana (Botucatu), além de ter sido colaborador de O
Progresso (Rafard) e O Tempo (São Paulo); escreveu e publicou Pétalas (poesias, 1926), O município e Últimas Românticas (1947); postumamente, a
Prefeitura de Capivari fez publicar Culto interior (1957); foi autor de peças
teatrais e do hino capivariano.