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Vês?! Ninguém assistiu ao
formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te
espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu
cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena
a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Pau d’Arco — 1901
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Eu, outras poesias, poemas esquecidos — Texto
e Nota: Antônio Houaiss, Elogio do poeta: Orris Soares, Notas biográficas:
Francisco de Assis Barbosa — 30ª. edição, 1965, Livraria São José, Rio de
Janeiro — RJ; Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884 — 1914), paraibano de Sapé, formado em Direito pela
Faculdade de Recife, professor, foi poeta e publicou, em vida, sua única obra, Eu (1912); em
1920, foi editado na Paraíba, Eu e Outras Poesias, reunindo a sua
produção posterior ao primeiro e único livro; hoje é um dos poetas mais
estudados e reeditados no Brasil.


